Blog, para ser lido

abril 8, 2009

Não sei ainda como fazer para esse blog dar certo. Bom, mas o que seria dar certo nesse caso, é que eu queria que ele fosse LIDO, e além disso eu queria poder AJUDAR quem lê. Minha vontade é atingir os jovens que sofrem com a discriminação, os adolescentes no início do processo de aceitação da própria sexualidade. Como fazer isso? Comecei a pensar e lembrei de um amigo que entende HORRORES de internet. Conversei com ele e peguei algumas dicas.. é que com esse tal de google, hoje as pessoas acessam e procuram tudo nesse talzinho. Aí, eu vou precisar de ajuda, pra saber de que forma os adolescentes buscam informações na internet e poder nessa hora atingi-los. O que eles digitam para buscar ajuda para si próprios e para os pais e familiares? O que eles procuram na net quando se percebem diferentes dos amigos? Foi essa dica do meu amigo, procurar saber quais são as palavras ou frases que eles digitam para buscar ajuda, quando na frente da tela do computador se encontram, no seu mundinho, sem saber para onde ir. Sou gay e agora? Estou apaixonada por uma amiga, o que faço? Sou lésbica, e agora? Me lembro o tanto que eu chorava nessa época, quando não sabia para onde ir e o que fazer, há 20 anos atrás, sem internet para buscar ajuda, sem ter com que conversar e me abrir. Como eu ia dizer assim ó: sou mãe, tenho 14 anos, o pai do meu filho é outra criança, o que faço da minha vida, pois minha mãe não me apoia, só me critica, me prende em casa, só briga com meu pai, minhas amigas são todas maluquetas, na escola sou apontada, a família do meu namorado também é toda virada,… o que faço? Aí, eu paro para pensar no meu filhote quando tinha essa idade e me parte o coração, me dá um aperto no peito.. Pois pensem comigo, ele sofrendo bowling, os amigos xingando de viado, bicha, gayzinho, e como ele ia chegar em casa e contar isso para mim e para o pai dele? Eu ia dizer: e você é filho? Como seria nossa reação? Como ele iria se explicar se o pai e a mãe dele não iriam ouvir com naturalidade, pois não conheciam a homossexualidade, e o que sabiam era o que ouviam por aí, que gay é tudo igual, tem traveco, tem bicha louca, é tudo safadeza? Não sabiamos de nada. Ele contou que era gay quando viu que poderia aguentar o tranco, que estava forte e convicto do que queria. E eu, agora estou lendo e aprendendo sobre a homossexualidade, e também sobre a bissexualidade, sobre o preconceito, sobre sair do armário.. Pensando nisso penso em poder ajudar. Vou aprender e fazer, podem aguardar.

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