Agradeço ao Toni Reis pelo envio desse artigo e compartilho com vocês, com todo o carinho que transborda do coração das mães, pais, aliados e pessoas sensíveis à causa LGBT, como a Amparo Caridade. Não a conheço ainda, mas fiquei emocionada com o artigo. Vejam abaixo.

———

Pessoal   quero compartilhar  um artigo da querida Aliada Amparo Caridade , Psicóloga. Psicoterapeuta, Mestra em Antropologia. Professora Adjunta da Universidade Católica de PE – Unicap.  Membro do Conselho Editorial da Revista da SBRASH – Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana.

Amparo muito  obrigado por sair a campo em nossa defesa, um exemplo para academia.

Infelizmente estamos sendo atacados pelos fundamentalistas religiosos (vide PLC 122) e são poucos os que nos defendem com tanta firmeza.

Precisamos  mais de intelectuais orgânicos como você.

Obrigado  em  nome  da  ABGLT.

Toni  Reis

HOMO, BI, HETERO – ASSIM É A HUMANIDADE.

Amparo Caridade *

Professora da UNICAP

Assim estamos na humanidade desde os primórdios. Não houve um tempo em que isso foi diferente. Entre primitivos e civilizados, intelectuais ou iletrados a pulsão humana para o amor sempre se manifestou numa dessas direções. Não se trata de um mal da nossa época, de uma falta de vergonha, pouca moral ou coisa semelhante. É a nossa humanidade, essa que atravessa nosso ser. É ela que é homo, bi ou heterossexual. Somos sim capazes de viver a sexualidade nessa diversidade de orientações. Isso é encontrado em todos os povos, raças, lugares de todos os tempos. Entre nossos índios como entre povos civilizados houve sempre interesses e vivências homo, bi ou heterossexuais. Grandes personagens da história foram homossexuais e sua forma de viver a sexualidade não os impediu de deixarem brilhantes contribuições nos mais variados campos do saber.

É desumano, cravar o punhal ou crítica ferina em pessoas que agem diferente de nós. Talvez devamos suspeitar de nossos saberes absolutos que se arvoram a discriminações. Saberes totalitários, diria, sobre o que é certo, errado, pecaminoso ou virtuoso. Saberes que não somam; dividem muito. Em nome desses saberes, idéias maquiadas de verdade, firmam-se preconceitos, intolerâncias, fundamentalismos, racismos, homofobias. Em nome de saberes assim absolutos se abriram campos de concentração que hoje envergonham a humanidade. O fanatismo atrai todos os raios e leva aos caminhos da perdição, disse bem o Jornalista do DP, José Adalberto Ribeiro

Os depreciadores da vida são muitos e curiosamente são eles que dizem como deve ser o mundo. O mundo não é mau; nossa desumanidade sim. Quando somos incapazes de amar a vida ficamos de mau humor e aí nos desumanizamos. Perdemos a capacidade de tolerar e apreciar a diversidade. Rejeitamos os que agem diferente de nós sem a busca de uma compreensão do que é mesmo o que se recusa. Recuperar a inocência do olhar será necessário à humildade e bem estar diante da realidade. Não é o tempo ou uma época que é má. Talvez o mal estar esteja na forma como somos e estamos no mundo. Cuidar do modo como estamos na vida é fundamental para que possamos estar bem no mundo tão diverso que nos cerca. Em nome de que, seríamos seus avaliadores?

Ser homo, bi ou hetero é a orientação sexual de cada pessoa. Não é uma escolha. Se o fosse, quem escolheria uma via que ainda é cheia de rejeições e preconceitos e que causa tanto sofrimento? O preconceito parece nos impedir de avaliar, como é feio e indigno, certos casais que em sagrados matrimônios se maltratam, desrespeitam, impõem vontades humilhantes ao eu do outro. Há muitos homossexuais que do alto de sua ética, competência, dignidade, responsabilidade humana e social fariam corar de vergonha certos preceituadores de virtudes autoritárias.

É em nome das intolerâncias que se fazem necessárias certas leis. Quando a humanidade falha em nós, a lei nos vigia e nos acode para que não percamos a cabeça contra nosso semelhante – e faz-se a lei. Foi aprovado o Projeto de Lei número 122, da Câmara, que criminaliza a discriminação ou preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero. Benvinda a lei. Quem sabe ela nos ajuda a ver que o outro vale pelo que é como pessoa, como sujeito em seu existir.

*Amparo Caridade – Psicóloga. Psicoterapeuta, Mestra em Antropologia. Professora Adjunta da Universidade Católica de PE – Unicap. Livro publicado: Sexualidade – Corpo e Metáfora. Editora Iglu, 1997. Diversos artigos publicados em revistas brasileiras. Membro do Conselho Editorial da Revista da SBRASH – Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana.

Texto publicado no Diário de Pernambuco, em 18/11/2009.

Como contar para a família

outubro 21, 2009

2351194_profile_mbox_background

Meus queridos, pensando sempre em poder ajuda-los, resolvi falar um pouco sobre como contar para a família, falando um pouco da minha experiência. Então vocês tentam traçar perfis com as suas vidas. Mas sempre tenham em mente que cada família é de um jeito, e que você precisa conhecer bem a sua e conseguir aliados para esse processo da aceitação de todos os que te rodeiam e que são importantes para a sua vida.

Primeiro meus amores, não existem regras ou algum passo-a-passo, mas posso dizer que em primeiro lugar, você precisa estar tranquilo com relação à sua sexualidade, se sentindo seguro (a), orgulhoso (a). Este sem dúvida podemos chamar de um primeiro passo. Porque pense comigo: você pensa em contar para os seus pais, ou já contou, mas não consegue falar sobre a sua sexualidade, não sabe acalmar seus pais com palavras que ajudem-nos a entender o que se passa com você, não tem paciência com eles, etc. A pressão psicológica dos pais é enorme e você precisa estar preparado (a).

Comigo não foi fácil. Quando meu filho me contou, sofri muito, chorei muito, pensando até que ele poderia morrer (vejam que loucura!) e assim a família não ficaria sabendo. A família. Isso é um fator muito relevante. A primeira coisa que pensei foi na minha mãe sabendo, meu pai, meu sogro, minha sogra (aff!), e querem saber mesmo, nenhum deles ainda sabe. Pois é, estou eu aqui, tentando ser a mais resolvida das criaturas, mas amores, saibam de uma coisa, para os pais não – é – fácil! Até hoje meu marido não fala sobre o assunto com o filho. Eles brincam, fazem piadinhas um com o outro, meu marido até aceitou que o primeiro namorado frequentasse nossa casa, mas tudo devagar, com passos de tartaruga. Eu até hoje não consegui contar nem para a minha irmã (e olha que nos damos super bem!). Por isso damos um passo de cada vez.

Na cabeça dos pais passa um milhão de coisas, sentimentos misturados, medos, angustias… Eu bombardeava meu filho com milhões de perguntas, mas como sempre tivemos uma relação tranquila, foi dessa forma que ele foi me dando as respostas e me ajudando a entender a sua diferença. Uma coisa que falei pra ele foi, mas filho, se você nunca ficou com meninas (isso mesmo, ele nunca sequer beijou uma menina) como sabe que não gosta? Foi quando ele me respondeu mas mãe, você já beijou mulher para saber que não gosta? Caiu minha cara no chão com essa, e com outras que ele me dizia, como por exemplo filho você não tem curiosidade de saber o porquê da sua homossexualidade, e ele me responde tá mãe posso até saber que foi na gestação, com uma falha genética, que foi minha convivência com as muitas mulheres da família e por ter um pai ausente, ou foi porque eu brincava quando criança com a bonecas da minha irmã e não ia ao clube com o pai falar palavrão, mas mãe, não vai mudar nada eu saber, pois não vou deixar de ser. Com muita paciência ele me respondia e dizia não para as minhas tentativas de faze-lo ficar com mulheres.

Aprendi com a Edith Modesto no GPH que nenhum pai ou mãe é educado para ter um filho gay, lés, bi ou trans. Idealizar um futuro formidável para o filho, imagina-lo como um ser humano realizado, é coisa que todo pai e toda mãe faz. E ah! nenhuma mulher quando está grávida acaricia sua barriga e diz ah tomara que seja um gayzinho! Não é verdade?! Então o caminho a se percorrer é longo para a aceitação e convivência com a diferença que vocês apresentam. É longo, mas tem um final feliz. Invista no processo de aceitação da sua família, comece por um dos membros, alguém bem próximo e que te dê abertura para conversar. Comece contando para seu irmão/irmã, para um tio, primo. Se o relacionamento com seus pais for difícil, quem sabe poderá contar com a ajuda dessa pessoa. Meu filho foi deixando pistas pelo orkut e a irmã viu, então antes de ele me contar eu já sabia que ele havia ficado com dois meninos porque  minha filha contou.

Então, primeiro pense na sua auto-aceitação, pense se você já está tranquilo com a sua sexualidade. Depois veja se já consegue contar para os seus amigos. Então já pode sondar um parente próximo em quem confie. E aos poucos, queridos, vocês vão vendo que as coisas vão acontecendo.

Ainda essa semana pretendo escrever mais sobre isso. E deixo aqui uma dica de filme, para quem não conhece: C.R.A.Z.Y., loucos de amor. Vejam as fotos do filme no meu orkut, me procurem lá: Intrépida Mãe. E a história é bem bacana para ver essa questão da aceitação familiar. Recomendo!

Um beijo carinhos da mamis.

panfleto-forum-appad-2009

Oi queridos!

Está aí o panfleto (e também na gráfica para ser impresso) que vai divulgar a ação que clama pelo fim da violência contra LGBT. O Fórum Paranaense de Gênero e Diversidade Sexual em conjunto com a APPAD, Associação Paranaense da Parada da Diversidade,  teve a iniciativa de mobilizar a comunidade curitiba a ir para rua pedir o fim da violência contra LGBT. E eu ajudei queridos, e fiquei muito feliz, pois junto com minhas amigas fizemos o panfleto para divulgação da ação. Um agradecimento especial à Optagraf, que patrocinará a impressão dos panfletos.

O recado está dado: venha para a Parada da Diversidade com sua faixa e camiseta pedindo paz e o fim da violência e impunidade.

Um beijo carinhoso.

Achei oportuno reproduzir aqui as respostas dos leitores à entrevista das Páginas Amarelas da revista Veja. Para podermos pensar. E também pelo fato de publicarem a resposta do querido Toni Reis, grande homem da luta contra o preconceito.

Data: 17/08/2009

Veículo: VEJA

Assunto principal: LGBT

Parabéns à jornalista Juliana Linhares pela coerência das perguntas feitas na entrevista com Rozângela Alves Justino. Infelizmente não podemos parabenizar a entrevistada. A psicóloga fere frontalmente os princípios da ciência, a Organização Mundial de Saúde e o código de ética de sua profissão ao pretender mudar a orientação sexual dos homossexuais com base em suas convicções religiosas. Na mesma semana dessa entrevista, a Associação Americana de Psicologia (APA) declarou que “não há evidência alguma que apoie a afirmação de alguns profissionais de que a orientação sexual pode ser alterada por terapia”. No exercício da profissão de psicólogo, deve haver o respeito à cidadania das pessoas LGBT, e não o incentivo ao preconceito, à discriminação e ao estigma. Nas palavras da juíza Emília Maria Velano, em sentença sobre a alegação de inconstitucionalidade feita por Rozângela quanto à Resolução 001/99 do Conselho Federal de Psicologia: “O Conselho Federal de Psicologia tem a obrigação de reprimir esse comportamento, principalmente no que concerne ao tratamento de homossexuais em consultórios de psicologia, como se fossem doentes sujeitos a transtornos”.

Toni Reis

Presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT)

VEJA marcou um gol de placa entrevistando a psicóloga Rozângela Alves Justino (Amarelas, 12 de agosto). Essa entrevista entra para a história do bom jornalismo. A voz que faltava foi ouvida: a psicóloga punida pelo Conselho Federal de Psicologia por atender os homossexuais que a procuram. A jornalista Juliana Linhares foi incisiva nas perguntas que fez, e as respostas da psicóloga foram diretas e muito reveladoras. Parabéns pelo fino senso jornalístico da revista, ao perceber o anseio dos leitores por ouvir essa voz. Parabéns à psicóloga por arriscar sua carreira afirmando que continuará fazendo o que em consciência julga seu dever profissional fazer.

Luiz Roberto de Barros

Santos São Paulo, SP

A 43ª Assembleia-Geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1990, retirou a homossexualidade da sua lista de doenças ou transtornos mentais, suprimindo-a do Código Internacional de Doenças (CID-10) a partir de 1993. A OMS diz explicitamente: “A orientação sexual por si não é vista como transtorno”. Em consonância com essa perspectiva, o CFP, responsável pela regulamentação profissional dos psicólogos no Brasil, publicou em 1999 resolução que proíbe o tratamento da homossexualidade como doença e, portanto, a oferta de cura a algo que não é uma enfermidade. O conselho, dentro de suas atribuições, atua para que o desenvolvimento da psicologia no Brasil esteja alinhado com as necessidades de uma sociedade democrática, inclusiva e respeitadora da diversidade.

Humberto Verona

Presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP) Brasília, DF

Parabéns, VEJA, por publicar uma entrevista tão oportuna com a psicóloga Rozângela Alves Justino. Sou médico pediatra há mais de quarenta anos e sempre considerei o homossexualismo um distúrbio do comportamento, e acho que, como tal, ele deve ser tratado. Quando uma mãe se queixa de que seu filho está com essa tendência, aconselho-a a procurar um psicólogo ou psiquiatra para que ela seja demovida. A “homofobia”, tão falada hoje, nada mais é do que um sentimento natural daqueles que respeitam as leis de Deus e da natureza.

Silas Leite Prado

Médico pediatra Belo Horizonte, MG

Apoio todas as afirmações da psicóloga Rozângela Alves Justino e seu trabalho na reabilitação de homossexuais. Até a 9ª Revisão da CID, realizada em 1975, esse comportamento era classificado como perversão sexual. Em 1985, foi classificado como distúrbio social, e na 10ª REV CID, de 1995, não foi mais considerado perversão. Antigamente, a homossexualidade era transgressão penal (Oscar Wilde foi preso por isso), depois passou a ser perversão sexual. Hoje é obrigação sexual. Atualmente, pervertidos somos nós, os heterossexuais (!).

Victor Leonardo da Silva Chaves

Médico Rio de Janeiro, RJ

Mesmo sendo heterossexual, gostaria de expressar minha indignação no que diz respeito à entrevista que a psicóloga Rozângela Alves Justino concedeu a VEJA. Suas respostas corroboram a tese de que, de tanto ouvirem possíveis vulnerabilidades alheias, esses profissionais acabam entrando em parafuso e, em vez de ajudar, colocam mais “minhocas” na cabeça dos pacientes. Ponto para o Conselho Federal de Psicologia.

Ricardo Granatowicz

São Paulo, SP

Perplexo, triste, em choque. Foi assim que me senti ao ler a entrevista. Como, em plena era do Twitter, ainda é possível existir uma profissional que exerce sua profissão dessa forma? Não seria mais uma charlatã criando uma fórmula para encher seus cofres? Veio-me à cabeça o dia em que concedi entrevista a este mesmo veículo, e quando, com a mesma jornalista Juliana Linhares, decidi abrir o meu coração e falar da minha vida. Sofrimentos, preconceitos que um gay sofre em nossa sociedade desde criança. Pensei: o que será que mudou? Lembrei-me das centenas de cartas que recebi de mães de filhos gays dizendo que com a minha história passaram a enxergar o coração de seus filhos de outra forma. Vivemos em uma sociedade com formatos predeterminados desde o nosso nascimento. Mudar isso e fazer com que sejamos respeitados é muito difícil. Estamos vencendo barreiras e mostrando que somos iguais. Na condição de gay e descendente direto do povo judeu, senti-me desrespeitado em diversas áreas. Considero que essa senhora mereceria as punições mais severas possíveis por não saber fazer uso da palavra como psicóloga e por estar pregando um retrocesso em nossa sociedade.

Bruno Chateaubriand

Rio de Janeiro, RJ

FONTE: DST-AIDS – Assessoria de Comunicação

Publicado na Revista Veja

Tenho um filho gay

agosto 28, 2009

Ter um filho gay é mesmo estranho. Eu já levava a vida de certa forma analisando tudo, por conta de ter feito 2 anos de terapia, mas depois daquela noite de quinta-feira tudo mudou. Terei que falar sobre isso anonimamente, pelo simples fato de que preciso esperar meu marido aceitar que temos um filho gay. Mas na noite de quinta-feira, dia 29 de maio de 2008, eu, no mínimo, parei e passei a pensar no que realmente importa nessa vida. Eu sou uma pessoa melhor desde esse dia. É estranho ter que conviver com essa realidade. Mas eu sou uma pessoa melhor porque tenho um filho gay. Vou explicar para quem não sabe. Mas com um parênteses. Vou explicar da forma que entendo. Vou explicar como explico para as minhas amigas. Vou explicar para eu poder entender e interiorizar, diminuindo inclusive o meu preconceito e contribuindo com a minha aceitação desse fato. A homossexualidade sempre existiu. Como diz uma das minhas amigas era um mundo paralelo, que existia ao meu lado mas que eu não enxergava. Meu filho é gay. A filha dessa minha amiga é lésbica. Tem mãe que tem um filho bissexual. Tem mãe que tem uma filha travesti. Existem pessoas que são transexuais. Além deles têm os intersexuais (denominação que coloca em desuso o termo “hermafrodita”). Daí vem a sigla LGBTT. Mas depois eu explico melhor tudo isso. Já disse que sou uma pessoa melhor. Isso é a minha vida. Ser uma intrépida mãe é o meu destino desde que aos 13 anos fiquei grávida desse meu menino, que há quase um ano me disse mãe eu fiquei com um menino, estou gostando dele, e a gente está namorando. Muita coisa já vivi e encarei de frente. Confesso que muitas vezes sem pensar muito pelo simples fato de que não podia parar para pensar. Não tinha como fazer isso. A vida me cobrava, jogava os desafios na minha cara dizendo vai e faz acontecer. E assim foi. E assim está sendo. E assim para sempre vai ser. Às vezes brinco com as minhas amigas e amigos que eu gostaria de ser uma menininha fútil que não precisa se preocupar com mais nada a não ser ir no salão de beleza, na academia, no shopping, curtindo a vida numa boa. Para mim isso é impossível. Alguma coisa dentro de mim faz com que eu queira fazer a diferença na vida de quem me cerca, pois é muito forte o meu lado mãe. Estou sempre querendo ajudar, mesmo que não me peçam. Por vezes crio desafetos momentâneos por falar demais, me intrometer demais, por ficar fazendo analogias ilustrativas que façam pensar, com o objetivo de desconstruir preconceitos. Faço isso para os meus filhos e pelos meus filhos. Faço isso porque quero viver num mundo melhor, mais justo, mais tolerante, com mais amor. Se foi o fato de que tenho um filho gay e que sofre com a discriminação que me fez parar para pensar, refletir, mudar, isso não importa. Dar o primeiro passo é meu início dessa caminhada eterna. Quero continuar crescendo, apreendendo e ajudando.

“Odeio bactérias”…

março 5, 2009

Maravilhosa essa propaganda, pois ajuda na desconstrução do preconceito. O que você acha?